E Zeferino voltou para casa. Cansado pela viagem de seis horas de carro de Angra dos Reis até São Paulo, ele jogou a mala no canto, deu um beijo na mulher e foi para o banheiro. Meia hora depois, sai de toalha na cintura, bota a roupa velha e deita. Crente de que o jejum iria termina, Isilda só tem tempo para um rápido diálogo corriqueiro e vê o marido apagar.
No dia seguinte, aproveitando a folga que ganhou, Zeferino acordou mais tarde do que o normal. Ainda no escuro, buscou o celular no tato. No automático, ligou para a mulher e tomou um susto ao notar que o aparelho dela tocou no dormitório ao lado.
- O que você faz em casa, meu amor?, perguntou ela, protegendo a mulher do gosto amargo de quem acabou de acordar.
- Liguei no trabalho e disse que estava com enxaqueca, respondeu Isilda.
- Mas você está realmente mal?
- Não, não estou, afirmou ela, secamente..
Zeferino, então, aproveitou a deixa. Levantou-se rapidamente e parte para o banheiro. – Não saia daí, disse ele.
Na volta, o beijo de bom dia e uma louca transa. Algo que ela não sentia há três anos. Ao menos não em plena segunda-feira.
“Será que ele voltou assim por que encontrou um monte de miss no fim de semana? Ou será por que ele aprontou algo e quis se redimir? Foi o sentimento de culpa? Ou será que não conseguiu nada e venho me usar como um troféu de consolação?”, se perguntou Isilda. A ideia de fazer um questionário para o marido, porém, voou para longe.
- Amor, quer que eu faça um café para a gente? Quer que faça pão com queijo para você também?, gritou ele da cozinha.
“Na dúvida, melhor deixar assim que está bom”, pensou. – Quero dois, e aproveita e corta um mamão para mim e depois lava a louça também?
- Claro. Não quer uma salada de frutas?, perguntou Zeferino.
É, a verdade nem sempre pode trazer o bem. E Isilda puxou a coberta e ficou por lá até ele levar o café na cama.
No dia seguinte, aproveitando a folga que ganhou, Zeferino acordou mais tarde do que o normal. Ainda no escuro, buscou o celular no tato. No automático, ligou para a mulher e tomou um susto ao notar que o aparelho dela tocou no dormitório ao lado.
- O que você faz em casa, meu amor?, perguntou ela, protegendo a mulher do gosto amargo de quem acabou de acordar.
- Liguei no trabalho e disse que estava com enxaqueca, respondeu Isilda.
- Mas você está realmente mal?
- Não, não estou, afirmou ela, secamente..
Zeferino, então, aproveitou a deixa. Levantou-se rapidamente e parte para o banheiro. – Não saia daí, disse ele.
Na volta, o beijo de bom dia e uma louca transa. Algo que ela não sentia há três anos. Ao menos não em plena segunda-feira.
“Será que ele voltou assim por que encontrou um monte de miss no fim de semana? Ou será por que ele aprontou algo e quis se redimir? Foi o sentimento de culpa? Ou será que não conseguiu nada e venho me usar como um troféu de consolação?”, se perguntou Isilda. A ideia de fazer um questionário para o marido, porém, voou para longe.
- Amor, quer que eu faça um café para a gente? Quer que faça pão com queijo para você também?, gritou ele da cozinha.
“Na dúvida, melhor deixar assim que está bom”, pensou. – Quero dois, e aproveita e corta um mamão para mim e depois lava a louça também?
- Claro. Não quer uma salada de frutas?, perguntou Zeferino.
É, a verdade nem sempre pode trazer o bem. E Isilda puxou a coberta e ficou por lá até ele levar o café na cama.
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